Adormeço à sombra das tuas mãos imensas que abarcam meu mundo, duas patas de pedra dura, em cujos veios escorrem magma que já me feriu e hoje me escreve, me tatua, e cravo meus dentes em teus pulsos que nem existem de tão retos e suplico que não vás embora mas eu sei que é o teu tempo e eu sei que precisas ir e que sabes também.
choro na sombra. onde não me alcanças, onde não me vês. choro sorrindo, porque teu magma é minha herança. é meu sangue também.