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:: 30 de dezembro, 2006 ::
chave-de-fenda
aí então eu li algumas críticas sobre o novo cd da ana carolina. todo mundo falando sobre a tal música "eu comi a madonna", falando BEM, diga-se. vejamos a obra de arte. Me esquenta com o vapor da boca
Dobra os joelhos e implora
De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé Ela tava demais E me pediu que lhe batesse, lhe arrombasse, lhe chamasse Chegou com mais três amigas, cinta liga,
É, é
:: 28 de dezembro, 2006 ::
mensagem de fim-de-ano
Não, eu NÃO gosto do Oswaldo Montenegro, aliás muito pelo contrário. Mas devo reconhecer a beleza deste poema, de sua autoria. Achei maravilhoso.
Faça uma lista de grandes amigos Faça uma lista dos sonhos que tinha Onde você ainda se reconhece Quantos mistérios que você sondava Quantas mentiras você condenava? Quantas canções que você não cantava
:: 13 de dezembro, 2006 ::
da falta do ser
Sabe quando você olha uma palavra, ou diz o nome, até ela perder completamente o sentido? Eu fazia muito isso quando era pequena. Pegava uma palavra, por exemplo, "pente". E ficava olhando P-E-N-T-E. P-E-N-T-E. P-E-N-T-E. E ficava repetindo "pente", "pente", "pente", "pentepentepentepente". Chega uma hora em que a palavra fica estranha. Ela perde o sentido. Parece que você está falando uma palavra desconhecida, numa língua estrangeira, parece que você está falando algo que não compreende. Pois é. Fiz isso comigo, este mês. Me analisei tanto, olhei tanto pra mim, pras minhas neuras, pros meus medos, pras minhas dores e desejos que eu quase sumi. Perdi o sentido, completamente. Caí no buraco. Meu nome não me pertencia, meu corpo me era estranho. Fiquei num lugar entre mim e eu mesma que já não encontrava - nem o lugar, nem o "mim" e nem o "eu mesma". Enfim. Parei de me repetir, parei de falar meu nome, parei de procurar o buraco para me achar lá dentro. Estou saindo. Mas tenham calma. |
Acredito na força dos cavalos. Pocotó, sabe?
Gosto da cor da laranja e do cheiro da baunilha.
Sei que sentimentos têm força, a maior força do mundo.
Não enxergo tudo o que quero, e minha miopia é metáfora disso.
Amo até o fim, sempre, incondicionalmente.
Acho que vou ser feliz, aos poucos.
E nas touradas, sempre, sempre, sempre, torço pelo touro.
* Feliz daquele que tem cavalos morando no peito. .::Visitantes OnLine::.
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