Oggi-In-Poi.jpg
:: 29 de setembro, 2005 ::
FALTA UM DIA

Pra festa do século.
A festa de aniversário de Ana Paula Xavier, a Annuccia.
Entrega do Oscar vai ser pouco - aliás, todo mundo vai estar muito mais fashion do que aquela coisa hollywoodiana sem graça.
Toca a usar a criatividade e correr atrás de brechó - hoje mesmo vou montar minha Cyndi Lauper no Minha Vó Tinha, um brechó bem bacana aqui de SP.
Nuccia promete uma J-lo de deixar todo mundo bege.
Ouvi falar que vão Sidney Magal e um rapper bem conhecido, também.
Quem mais vai?



:: 24 de setembro, 2005 ::
5 meses

5 meses que parecem 5 anos.
Eu sei, e você sabe também.
Aliás, todos sabem.
Todos os que me conhecem, os que te conhecem.
As coisas são tão intensas e tão puras.
E tão tudo.
As coisas são tão tudo, beibe.
E me dizem "fiz um ano, fiz onze meses", e eu sei que fiz uma vida toda,
porque a gente sabe que é uma vida toda.
Eu te amo tudo, beibe.
E agradeço a Deus por você existir na minha vida,
e agradeço a Ele por você existir. Ponto.

Te amo.
Ale



:: 17 de setembro, 2005 ::
sobre

abbraccio.jpg

Sentir as coisas na pele pra mim já não vale mais nada.
Sentir a matéria na alma é o que assusta e o que afaga.



:: 14 de setembro, 2005 ::
parole

Para onde vão as palavras?
Já não me interessa mais, porque as palavras não são minhas, e não são ditas para serem ouvidas.
São ditas porque preciso ver a folha branca à minha frente se enegrecer; são ditas porque gosto do som; são ditas porque quero dizer.
*
As palavras que digo às vezes são barcos que levam alguém para outro lugar, e isso me faz regozijar. Mas não dependem de ninguém para sê-los; elas atravessam as águas sem ninguém, às vezes. A necessidade de se ter alguém sendo transportado seria fetichizar as letras e os sons, e palavra nenhuma merece isso.
Não luto contra deuses, não luto contra mim.
Eu, nas sombras ou no sol, com perguntas ou o que eu creio serem respostas, não mais entonteço.
*
Percorro, tranquila, o caminho das palavras, e elas não mais me servem.
Sou eu quem as serve, e assim sobre as longas praias os antigos castelos podem ser destruídos sem constrangimentos.
A impermanência é o que me conforta e é nela que as palavras me descansam.



:: 13 de setembro, 2005 ::
who? me?

crabby.gif

Para Tatoca.



:: 07 de setembro, 2005 ::
Ó. Pode parar

Seguinte. Não aguento mais o efeito 507 desse mês.
*
Saindo da Liberdade, hoje. No táxi (sim, sempre ali). Pedi para o taxista me levar à Pinacoteca do Estado, ele não sabia onde era, eu meiqui direcionei.
Chegamos lá perto, ele não encontrava, nem eu.
Aí ele resolveu parar em um posto policial. Abriu o vidro e lascou a da semana:

- Ô seu guarda. A dona aqui vai na PINICOTECA, o senhor sabe onde é?

Ok, destino, já peguei a ironia. Agora pode parar, tá? Agradecida.



:: 05 de setembro, 2005 ::
507

A cada coisa que tem acontecido comigo eu prometo pra mim mesma que vou voltar pra casa e escrever no blog. Mas não dá tempo, acontece outra e outra e entre mordidas de jegue e batidas de olho em vidro de táxi e ceguinhos caindo em barracas de caldo de cana eu acabo me distraindo e não escrevendo nada.
Minha vida está cada vez mais um roteiro de Almodóvar e eu passo a maior parte do tempo tentando sair do quarto 507 para voltar ao mundo real e escrever, mas nem sempre consigo.

*

Ontem, Rico, Chiara e eu fomos até o ponto de táxi porque íamos ao shopping. Domingo, no meio do jogo Brasil e alguém (não, EU NÃO GOSTO DE FUTEBOL). No ponto, um carro apenas. Rico disse "ninguém no carro" - mas aí olhamos para o outro lado da rua. Do outro lado da rua tem um bar, e o taxista já se levantava ao nos ver. Ele se levantou e veio em nossa direção.
O alívio durou por dois segundos. Ao vê-lo atravessando a rua em direção ao ponto de táxi, ficamos paralisados. Ele não conseguia dar dois passos retos. A rua era uma corda bamba; o taxista estava meiqui suado, com a camisa aberta até o umbigo, cambaleando pra lá e pra cá. Até chegar no carro.
Deu tempo pra eu virar pro Rico e perguntar "Ele tá bêbado?" e o Rico responder "Não. Ele está MUITO bêbado", e eu dizer "O que é que a gente vai fazer?".
Virei de costas pro taxista, senti que ia explodir em riso. É muita bizarrice pra um domingo à tarde.
Ricardo então se encarregou da situação. "O senhor é o taxista?", perguntou ele. O gambá respondeu "Sim". Ricardo então se virou pra mim e, com a elegância de um lord (adoro isso nele), disse: "Uhm. Vamos a pé, meu amor? É tão pertinho".
O taxista deve ter visto três pessoas indo embora cambaleando, também. De tanto rir.

*

Ainda deu tempo de chegarmos à conclusão de que esse profissional deve levar muito a sério a história de "Se beber, vá de táxi".




Acredito na força dos cavalos. Pocotó, sabe? Gosto da cor da laranja e do cheiro da baunilha. Sei que sentimentos têm força, a maior força do mundo. Não enxergo tudo o que quero, e minha miopia é metáfora disso. Amo até o fim, sempre, incondicionalmente. Acho que vou ser feliz, aos poucos. E nas touradas, sempre, sempre, sempre, torço pelo touro.
*
Feliz daquele que tem cavalos morando no peito.

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