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:: 30 de novembro, 2004 ::
hoje é terça-feira?
Então tem post meu aqui, ó.
:: 29 de novembro, 2004 ::
continuando...
... e aí então como não tinha foto minha do churrasco de ontem porque ninguém fez o favor de tirar, posto uma foto minha de antes de ontem, sábado, antes do tombo de bunda fenomenal que me fez subir seis posições no ranking de pagadora de mico oficial da galera. Enjoy.

Eu e Marcelinho, meu superamigo amado de todas as horas.
FESTAAAAAAAAAAA
E aí que ontem teve festa. E daí que eu adoro festa. E daí que foi muito bom rever meus amigos e rir tanto tanto tanto tanto a ponto de ficar com dor no maxilar.
A ocasião da festa foi o aniversário deste senhor:

Bob e seu filhote Guigo, junto com a Monica xeretando
Estavam presentes também mais três grandes amigos, além da filhota do Bob. As fotos estão aí, pra ninguém duvidar.

Aninha, linda, ídola do Prozac... Maravilhosa a idéia da "festa conjunta à la 80´s"... vambora

Chiarella... Faz pose!

Duda, filhota do Bob

Prozac traindo Aninha com a Lilloca... um momento de colo.

Marco e Lilloca. Sim, ele estava se divertindo, mesmo com essa cara. Acho.
:: 27 de novembro, 2004 ::
lapsus circensis freudianus
Da Folha de São Paulo, hoje:
Segundo os jovens, o morador de rua teria mostrado sua genitália e corrido atrás de três garotas com um pedaço de pau na mão.
\o/
Adoro redatores criativos - e distraídos...
:: 26 de novembro, 2004 ::
Chiarês - parte 3
- Chiara, como é que se chama essa letra, ó: "C"?
- Chama "letra cê".
- Muito bem! E quando a letra cê vem com rabinho, ó: "Ç"?
- Chama "cê-cilha".
\o/
lovesong, by Ted Hughes
He loved her and she loved him
His kisses sucked out her whole past and future or tried to
He had no other appetite
She bit him she gnawed him she sucked
She wanted him complete inside her
Safe and Sure forever and ever
Their little cries fluttered into the curtains
Her eyes wanted nothing to get away
Her looks nailed down his hands his wrists his elbows
He gripped her hard so that life
Should not drag her from that moment
He wanted all future to cease
He wanted to topple with his arms round her
Or everlasting or whatever there was
Her embrace was an immense press
To print him into her bones
His smiles were the garrets of a fairy place
Where the real world would never come
Her smiles were spider bites
So he would lie still till she felt hungry
His word were occupying armies
Her laughs were an assasin's attempts
His looks were bullets daggers of revenge
Her glances were ghosts in the corner with horrible secrets
His whispers were whips and jackboots
Her kisses were lawyers steadily writing
His caresses were the last hooks of a castaway
Her love-tricks were the grinding of locks
And their deep cries crawled over the floors
Like an animal dragging a great trap
His promises were the surgeon's gag
Her promises took the top off his skull
She would get a brooch made of it
His vows pulled out all her sinews
He showed her how to make a love-knot
At the back of her secret drawer
Their screams stuck in the wall
Their heads fell apart into sleep like the two halves
Of a lopped melon, but love is hard to stop
In their entwined sleep they exchanged arms and legs
In their dreams their brains took each other hostage
In the morning they wore each other's face
Canção de Amor
Ele a amava e ela o amava
Os beijos dele sugavam todo o passado dela, todo o seu futuro – ou pelo menos tentavam
Ele não tinha fome de mais nada
Ela o mordia ela o roía ela chupava
Ela o queria completo dentro dela
Com toda certeza, para todo o sempre
Seus gritinhos flutuavam para dentro das cortinas
Os olhos dela não queriam que nada fugisse
Os olhares dela agarravam as mãos dele, os pulsos dele, os cotovelos dele
Ele a segurava forte para que a vida
Não a levasse para longe daquele momento
Ele queria que todo o futuro cessasse
Ele queria desmoronar com seus braços ao redor dela
Ou eterno ou qualquer outra coisa que houvesse
O abraço dela era uma prensa enorme
Para imprimi-lo em seus ossos
Os sorrisos dele eram os sótãos de um mundo encantado
Aonde o mundo real nunca chegaria
Os sorrisos dela eram picadas de aranha
Para que ele ficasse quietinho até que ela sentisse fome
As palavras dele eram exércitos invasores
As risadas dela eram tentativas de homicídio
Os olhares dele eram balas, armas de vingança
Os olhares dela eram fantasmas escondidos com segredos horríveis
Os sussurros dele eram chicotes e coturnos
Os beijos dela eram advogados que escreviam
As carícias dele eram os últimos anzóis de um náufrago
As brincadeiras de amor dela eram o ranger de fechaduras
E seus gritos profundos rastejavam pelos chãos
Como um animal arrastando uma grande armadilha
As promessas dele eram a piada do cirurgião
As promessas dela arrancaram o topo de seu crânio
Ela faria um broche com ele
As juras dele deslocaram todos os seus tendões
Ele a ensinou como trançar um simbolo de amor
Atrás de sua gaveta secreta
Os gritos deles grudaram na parede
Suas cabeças se separaram em sono como as duas metades
De um melão, mas é difícil parar o amor
Em seu sono embaralhado eles trocaram braços e pernas
Em seu sonho seus cérebros fizeram do outro refém
De manhã, um usava o rosto do outro.
:: 25 de novembro, 2004 ::
enquanto isso, na sala de reuniões de O APRENDIZ...
... Ele lá, do alto do seu topete, diz:

Alessandra, pode mandar entrar, por favor!
Porque assistir a programas trash é bem legal. Mas assistir a programas trash que contenham alguém com o TEU nome é tuuuuuuuudo! \o/
:: 24 de novembro, 2004 ::
do que não se sabe
Sem medo, sabe? Você não sabe ainda, mas um dia vai saber.
O medo fica ali petrificado pra quem não olha fixo pra ele, pra quem não consegue chegar perto pra entender suas formas, suas cores.
Ele é enquanto desconhecido; ele está, e depois voa, quando olhado no olho. O olho verde do medo, tão verde que dói.
*
É igual à mariposa-monstro que estava na porta do armário. Ficou lá enquanto eu fechava a porta do quarto e deixava ela dormir sozinha - eu dormindo no quarto ao lado.
Ficou lá. Um dia, dois dias, três, quatro, quatro e meio. Sem se mexer, sem piscar.
*
Até que eu finalmente cheguei perto. Olhei bem a mariposa-monstro e seus olhos tão verdes, e ela nem era mais monstro. Era uma pequena fada preta que tinha pousado ali pra me ensinar alguma coisa.
Foi quando ela sorriu (acho). E foi embora, de uma voada só.
los amantes del circulo polar

A história de Ana e Otto.
Otto and Ana são crianças quando se conhecem. Seus nomes são palíndromos. Eles se encontram por acaso - as pessoas se relacionam por acaso. Uma história de vidas circulares, com nomes circulares e um lugar circular (Círculo Polar), onde o dia nunca acaba sob o sol da meia-noite. Há coisas que nunca acabam. O Amor é uma delas.
:: 23 de novembro, 2004 ::
Ballerina, beauty, singer, Cyndi
Rain falls hard
Burns dry
A dream
Or a song
That hits you so hard
Filling you up
And suddenly gone
Breath Feel Love
Give Free
Know in you soul
Like your blood knows the way
From you heart to your brain
Know that you're whole
And you're shining
Like the brightest star
A transmission
On the midnight radio
And you're spinning
Like a 45
Ballerina
Dancing to your rock and roll

Here's to Patti
And Tina
And Yoko
Aretha
And Nona
And Nico
And me
And all the strange rock and rollers
You know you're doing all right
So hold on to each other
You gotta hold on tonight
And you're shining
Like the brightest stars
A transmission
On the midnight radio
And you're spinning
Your new 45's
All the misfits and the losers
Yeah, you know you're rock and rollers
Spinning to your rock and roll
Lift up your hands
Terça-feira
Hoje meu post é aqui, olha.
:: 22 de novembro, 2004 ::
...e continua, é?
E aí estávamos lá, numa casa imensa em Moema, ele e eu. Uns cachorros, eu carregando um barrigão de grávida de sei-lá-quantos-meses. Caixas e mais caixas pelo chão, mas a casa era das antigas, não tinha problemas - espaço não faltava. Hm, exceto talvez na biblioteca, eram muitos os livros, os meus e os dele, muitos dvds e muitas fitas de vídeo e muitos cds, e agora? "Bom", penso, "ele é tão handyman; com certeza vai se virar e fazer caber, colocando mais prateleiras, derrubando paredes, whatever".
A pessoa em questão era essa

e essa

Isso talvez explique por que às sete da manhã meu telefone toca pelo serviço-despertador e bum! estou aqui em cima, revisando textos, de pijama de flanela azul. Sem John Corbett por perto.
:: 19 de novembro, 2004 ::
o sonho
Eu estava na praia, estranhamente cheia à noite. Deixei minha bolsa em uma das espreguiçadeiras da areia, fui nadar no mar escuro.
Havia outras pessoas boiando lentamente perto de mim, eu comecei a nadar muito rápido, batendo as pernas com força. Alguém me avisou: nesse mar não se nada rápido.
Tarde demais. Ouço gritos, as pessoas perto de mim (umas cinco) dizendo "fiquem juntos, todos juntos). Da água se alça um peixe imenso, poderia ser um tubarão mas não o era, era apenas um peixe muito muito grande com dentes afiadíssimos. Dou meu braço pra ele morder, penso "eu aguento".
O homem que estava ao meu lado tira de não sei onde uma pequena faca. Fura o peixe, que parece não sentir nem cócegas, tira algo branco de dentro dele, e eu penso "deve ser o timo. Ou o pulmão. Ou algo bem estranho", e o peixe lentamente vai soltando meu braço, e se desintegra na água escura.
*
Ok. Freudianos, é festa em vossa horta.
:: 17 de novembro, 2004 ::
tá, eu estou poética mesmo... talvez passe.
translação
Seis e quinze, meu olhar-teu sol que se alça à idéia de você
você, campo de trigo, você, os cataclismas, você, a macedônia.
Minhas íris, raios pra te aquecer por doze horas e meia,
você, todo outonos, você, os sete mares, você, a babilônia.
*
Quinze pras sete
Meus olhos se põem por detrás das colinas dos teus ombros.
*
Um Japão que vira Islândia. Teu sol não sai mais daqui.
boots
These boots
Talvez tudo o que tenho de mim caiba mesmo dentro de um par de botas. Isso pode explicar a minha paixão por elas - talvez o conforto quentinho, a sensação de segurança. Mas é mais provável que seja a sensação de finalmente continente que mais me atrai.
*
Dentro das botas, nada além de braços quase que ridiculamente abertos de tão escancarados, tentando absorver um pouco mais de conteúdo para de novo não conseguir sentir dentro de um continente fictício. Irreal. Onírico, quem sabe, lúdico, não-tácito. Um pouco mais de coisinhas pra colocar na caixa mágica de Pandora. Aquela que sempre se esquece de se fechar muito bem, muito bem, e se abre todo começo de noite e se perde tudo de novo - mas ficou alguma coisa, não ficou? Não sei, o medo fecha a caixinha rapidamente e vai dormir sem olhar lá dentro.
Olha só
Talvez ninguém, nunca, vá entender o pocotó do meu peito. Aquele pocotó que se exacerba raivoso, por exemplo, quando a bolacha do chope gruda no copo, ou quando a porta giratória trava, ou quando o garçom diz "hein?". Ou então quando eu quero você de todo meu corpo, ou quando quero cantar muito e alto, ou quando sim, eu ouço o tumtum aqui n´alma.
Talvez não, beibe. Como acho que nunca. Mas talvez também isso não seja impedimento para eu me apaixonar de jeito louco de novo, talvez isso não me impeça de ter cabelos bicolores, botas de meninos, saias no meio das coxas, amor pela minha filha, vontade de viver tudo nesse momento.
Talvez não. E o amor bate à porta. Licença, vou abrir.
:: 16 de novembro, 2004 ::
Hoje...
Tem texto meu aqui, ó.Passa lá!
papai noel
Chiara: - Vamos escrever uma carta pro Papai Noel, mãe?
Eu: - Vamos.
(Pega o papel e a caneta. Ela dita, eu escrevo)
Chiara: - ...
Eu: - Que foi, Chiarinha?
Chiara: - E você acha que ele vai entender essa letra, mamis?
...
Ok. Próximo, por favor.
:: 14 de novembro, 2004 ::
reflexo

Love you so much that hurts.
para meus amigos
Agora me digam, aí onde vocês estão está mais sol do que os outros dias? Não assim mais sol SOL, mas mais ILUMINADO?
Queria dizer pra vocês, Lana, Litcha, Madeo, Annuccia, Quel, que, puxa vida, poder amar vocês e poder receber o amor de vocês de volta me trouxe novas cores pra vida, atualmente. True Colors, sabem?
Vocês sabem.
Obrigada pelos dias tão deliciosos. Beijos da Ale, da Chiara, do Pro e da Mo.
LOVE YOU SO.
:: 12 de novembro, 2004 ::
a felicidade
Sabe, a felicidade geralmente está nas mínimas coisas.
Na respiração, na temperatura do corpo, às vezes na risada que parece uma risada sísmica, uma risada de vulcão.
E eu fico mais feliz por ter visto a felicidade nestes olhos e fico mais feliz por ter tomado um gole dela.
E fico mais feliz por ter sentido um pouco do cheiro e compartilhado da sinceridade que vem dali de dentro, sabe - e sinceridade esta que é parte integrante e insubstituível da tua (da minha) felicidade.
O especial reside aí. Você sabe.
:: 09 de novembro, 2004 ::
clever words
E então Celine diz, If there's any kind of magic in this world, it must be in the attempt of understanding someone, sharing something.

I know, it's almost impossible to succeed, but... who cares, really? The answer must be in the attempt.
PONTO GEMINI
Agora, às terças-feiras, eu escrevo lá.
Se quiserem visitar, serão bem-vindos.
:: 08 de novembro, 2004 ::
fazia tempo, viu, que eu não ouvia uma música again&again
My Immortal
my immortal
i'm so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
i wish that you would just leave
because your presence still lingers here
and it won't leave me alone
these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase
when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me
you used to captivate me
by your resonating light
but now i'm bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in me
these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase
when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me
i've tried so hard to tell myself that you're gone
and though you're still with me
i've been alone all along
:: 07 de novembro, 2004 ::
tem gente pior que eu
Então. Eu que pago bombom com cartão de crédito nas Americanas.... mas enfim, tem MESMO gente pior que eu (acho).

\o/
:: 05 de novembro, 2004 ::
mais um reality show pra eu ficar viciada
Alguém assistiu "O Aprendiz", ontem, na Record? Obviamente eu sim.
É uma cópia quase que fiel do "The Apprentice", apresentado pelo Donald Trump e sua franja. Bom, a nossa versão é com o Roberto Justus, aquele das loiras. O programa é bem legal, eu me diverti muito - é tudo muito igual, eles construíram até uma sala de reunião igualzinha à do Trump.
Engraçado o Justus dizer que "você com certeza me conhece de algum lugar que não é exatamente o meu trabalho", hohoho, alguém aí falou "Galisteu e Eliana"?
E os participantes, por mim, podiam pular um por um daquele prédio da Newcomm Bates. Um mais nojento que o outro, do tipo "money makes my world go round". Mas tá, essa é a graça do programa.
No primeiro programa, os participantes foram divididos em dois grupos (de homens e de mulheres), e tinham de dar nomes para as equipes. Escolheram "Ginga" e "Solidez" (esse deveria ser lido como Solidéz, era um trocadAlho entre solidez e dez, afe). Justus diz "Espero que nos negócios vocês sejam mais criativos do que na hora de criar nomes para equipes".
O programa é bizarro, as pessoas querem comer o fígado umas das outras. Mas é uma boa diversão para quem é idiota como eu. Fiquei com dor no maxilar de tanto rir.
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