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:: 31 de outubro, 2004 ::
quem mandou ser trash?
"Às 21h30 a noiva adentrou o salão, todo decorado com flores "angélicas", homenagem do marido Luciano. De véu e grinalda, o vestido estilo princesa, de crepe de seda francês, rebordado em tule, com uma calda de 3 metros de diâmetro, deixou Angélica simplesmente deslumbrante."
Do site OFUXICO
Calda? Calllllllllllda???? Como assim, Bial?
Troféu SORVETE NA TESTA (com caUda?) para o redator do site.
e avoa, é?

- Lanitcha, tô te esperando aqui na Lele pra gente tomar um chope no Bar Brahma, ouvir um som, trocar uma conversa e deixar os tempos ruins pra trás, valeu?
:: 30 de outubro, 2004 ::
falsifiquê
Aí então fui almoçar num restaurante com a Chiara. Na mesa da frente sentou um cara espalhafatoso, vestido com uma camisa de algum time (não, eu não sei qual é), todo falastrão. Ele se levantava e cumprimentava os garçons com apertos de mão, ria alto. Eu pensei "ou é político ou é zé-graça".
*
Ele olhou pra gente e logo chegou perto. "Que chica hermosa", ele disse pra mim, se referindo a Chiara. "Muy guapa!". Eu ia falar "Gracias" mas obviamente falei "Grazie" - não, eu não sei espanhol, nem portunhol. A língua mais perto disso que eu falo é italiano, mas acho que não dá pra conversar em italiano com um gringo que fale espanhol - então optei pelo bom e velho português. Ele me pergunta se eu não falo espanhol, eu digo que não, e então ele diz que entende MAIS OU MENOS o português.
*
E ele ficou elogiando Chiara, e Chiara perguntando "Mas che cazzo é isso que ele está falando", e eu segurando a onda pra não rir, porque realmente era uma situação beeeem idiota.
*
Eu pensei: "Se eu perguntar de onde o cara é, ele vai embora. Isso me parece conversa pra chamar a atenção". Perguntei. Ele disse que nasceu no Brasil, foi pra Arrrrentina aos quatro anos e voltou. Eu perguntei: "Semana passada?". Ele: "No. Hace circa de tres años".
Agora me diz. Um zé-mané que VOLTA ao nosso país e convive DIARIAMENTE com a língua faz TRÊS ANOS tem necessidade de dizer, a cada vez que é servido pelo garçon, "GRACIAS"???
Ah, me poupe.
:: 29 de outubro, 2004 ::
e aí...
Logo depois de terminar o post abaixo, penso "E o que é da vida, então?".
E olho pra TV e vejo, no Actors Studio, o John Travolta. E ele se levanta e pega uma menina da platéia, e começa a tocar aquela música que ele dançava com a Uma Thurman no Pulp Fiction, na lanchonete-boate.
*
E a menina tira os sapatos, e eles dançam do mesmo jeito que Travolta e Thurman dançam no filme. Ele está feliz, ela está radiante, sorrisos controlados mas os olhos assim, ó, de brilho.
*
E a música acaba e o pessoal da platéia se levanta, grita "BRAVO!" e aplaude. Todos de pé. Ele enche os olhos de lágrimas e a menina também.
*
E o show acaba, e o programa acaba.
*
E se ISSO não for vida, então eu não sei de mais nada da minha.
e isso não é metáfora

Quanto mais eu vejo como as pessoas podem ser cruéis e não dar nada sem ter a certeza de ter algo em troca, mais eu amo meu cachorro.
E isso não é legal. E isso não é mentira, nem metáfora. E isso é bem triste.
E ter raiva de alguém pela segunda vez na vida, na idade que eu tenho, também não é normal. Mas é sinal de vida.
Alice acorda. E os bichos permanecem. Dentro e fora do peito.
:: 27 de outubro, 2004 ::
paisagem histérica
Palavras não me saem, hoje.
Situação inconcebível, olha só pra mim, estou muda.
Logo eu. Muda.
Flores severas que se alçam e dão-se a cheirar. Espinhos.
Apenas espinhos é o que são. Nada.
E toda a música do mundo que se cala em letras tristes
E o tempo-espera que se desespera no tiquetaque dos relógios - todos quebrados.
Calo, deito mas não durmo - sonhos são, eles mesmos, verbais demais.
Não quero verbos, frases, vozes. Quero a fragrância de algo que não fale
Que não diga, que não cante. Plantas silenciosas que estejam lá, e lá fiquem.
Coisas-pedras, solidez, uma rochura
Cinzenta que não amanheça todos os dias como as cores berrantes
Que amanhecem e berram e amanhecem e berram.
E é tudo uma manhã constante, um ensurdecer ensolarado que me dói
Olhos e ouvidos.
Quero uma paisagem lenta e simples como o cheiro da minha filha.
:: 26 de outubro, 2004 ::
Menino Deus
E aí então aconteceu daquelas coisas que só acontecem em boas viagens, em boa companhia.
Eu estava passeando numa praça com a Claudia Telles e o filhote dela, o Bruno (que eu vou trazer pra SP e nunca mais devolver, hohoho).
Aí resolvemos tirar uma foto do Bruno perto de uma fonte. Ele pulou a grade e foi lá perto da fonte, fez uma pose toda estrela e eu me posicionei pra tirar a foto.
O dia estava nublado, e na fonte não tinha água.
Quando olhei pelo visor da máquina, vi reflexos, achei que fosse sol, mas não tinha sol.
Olhei de novo. Achei que fosse água - mas a fonte estava desligada.
"Ok, a lente está suja", pensei. E tirei a foto.
Olha isso:

É ou não é um momento mágico?
Esse é o meu Menino Deus.
ainda!
Ah, e em se falando de RJ...

Soulitcha, Sogrinha, Sachinha Princesinha!
Já em casa. Cachorros no colo, saudades deles.
Mas muita muita falta daquele ar da outra cidade. Daquele (m)ar.

Saudades do meu irmãozão querido, Madeo.

Da minha Soul-Sistah Claudinha Telles, e do seu filhote coisa-mais-fofa-da-tia-Lelê, o Bruninho.

De encontrar artistas queridos pela rua e dar uma de paulista-loira-louca por autógrafos...

De abraçar meu superbestfriend,

dançar salsa e torcer o joelho feliz da vida.

Vida vida vida vida, vida são os amigos. Vida é o amor que a gente recebe e dá pros amigos de verdade. Vida é acordar sorrindo, vida é dormir pensando em todo mundo que a gente ama. Vida é isso, nada complicado. A vida passa, mas tenho certeza que essa sensação fica pra sempre.
Amo vocês, amigos, e obrigada por esse fim-de-semana maravilhoso.
Até a próxima! _o/
:: 25 de outubro, 2004 ::
\o_
Oi.
Voltei ainda não. Tô aqui ainda. Tive coragem de voltar ainda não.
Ontem oi um dia tããããão bom que quis que não acabasse mais, porque amigos e peixinho e sol e música e a cor do maaaaaaaaaaaaaaar e afe... o CHEIRO do mar. Aquele CHEIRO de MAR. Ok, ok, eu paro.
*
E foi assim, Lapa ao cair da tarde, e adivinha, estava lá ninguém menos que Jaime Arôxa que tanto adoro (ê, saudades de 95, quando eu fui a um congresso para professores de dança e... bom, esta é outra história). Não resisti e pronto, já estava eu no meio da aula de SALSA, relembrando os tempos em que esse era meu COTIDIANO. E ficou assim uma coisa até meio PIMPINELLA quando TOC!. Era o meu joelho saindo do lugar.
*
Agora estou eu aqui me despedindo da cidade que é sim maravilhosa, com um SALONPAS atrás do GINOCCHIO (ok, melhor do que quebrar o pé - como me aconteceu neste mesmo lugar há uns 3 anos), um andar um pouco mais ESTAPAFÚRDIO do que o normal (que de normal já não tem muito) e uma saudade grande querendo já aparecer aqui do lado esquerdo do PEITO.
*
Uma parte minha fica aqui. Até a volta, certamente.
:: 24 de outubro, 2004 ::
Rio
Ainda no Rio.
Eu viveria aqui nessa cidade, tranquilamente. Não sei quanto tempo passaria antes de eu encher de porrada a cara de um carioca folgado como o recepcionista noturno do meu hotel ou a vendedora da farmácia, mas enfim, essa é a cidade mais linda do mundo até agora, e o sol e o céu e o sal, larará.
Ipanema, Copacabana, a boemia, os botecos e as comidinhas, os amigos os amigos os amigos os amigos.
Tudo de bom, tudo de melhor, mas tudo acaba rápido e eu volto hoje.
Fotos em breve.
:: 22 de outubro, 2004 ::
\o/ DAPHNE
Seguinte...
Acabo de sair pra comprar coca-cola... E trouxe comigo uma vira-latas preta MUITO GENTE BOA.
O nome dela é Daphne.
Já foi devidamente apresentada a Prozac e Monica, dois schnauzers da melhor estirpe.
Vamos ver no que vai dar....
:: 21 de outubro, 2004 ::
Tô indo.
Tô indo, então, lá pra terra do samba, dos meus AMIGOS, de gente que me quer bem, do bolinho de bacalhau e do céu azul.
Vou visitar Claudinha, Soul, Madeo, Alex, Codorninha. Matar saudades e cantar um pouco. Dar alguns presentes e rever Ipanema.
Domingo eu estou de volta.
Beijo em quem fica.
:: 19 de outubro, 2004 ::
Presença
A chama vem, todas as noites. E de onde
pousa esse fogo sobre minha pele pálida,
me deixando úmida, túrgida, tácita?
Nunca vejo sua cor, nem sinto sua forma,
é tudo sempre estranho à minha alma faminta,
e ao mesmo tempo tão conhecidamente meu.
Finca teu nome aqui, na dura matéria da memória,
no silêncio dos meus dias, em meus caminhos tortos,
no mar que porta nossos instantes para a eternidade
com uma saudade imensa.
:: 16 de outubro, 2004 ::
dolce dolce sempre dolce

Amor mio, dolce piccola Chiara
Queria lhe dizer que de todos os dias lindos do mundo este foi o mais lindo. Sei que não têm sido tempos fáceis pra você, assim como certamente não o são pra mim, piccina mia, mas hoje estávamos mais juntas do que nunca. Mesmo quando você estava na piscina brincando com seu barquinho e eu estava lá no salão ouvindo seu priminho tocar guitarra, estávamos de mãos dadas. Nossas almas estavam de mãos dadas hoje, principessina, e sinto que ainda estão, eu aqui e você aí.
Quando você deixou o pacote de balinhas no meu carro hoje e eu disse que vou deixar lá pra você comer amanhã, você me perguntou "Mamis, doce estraga?".
Não, Chiara, eu te respondo. Doce não estraga nunca, quando é doce de verdade. Quando é doce de verdade, ele pode estar no carro, na casa do papai, na casa da mamãe, lá em Ilhabela ou em Atibaia - ele sempre é doce. E está lá pra sempre.
Te amo tudo, gattina. Buonanotte.
Milli Vanilli for President!

E de ponto em ponto Bush vai ganhando os debates. Dá uma olhada na idade do PONTO por sob o terno dele... Tá tudo lá no site Bush´s mistery bulge - inclusive o tipo do ponto utilizado.
\o/ Milli Vanilli pra presidente!!!
SOU EOOOO!
Para Madeooooo Sou Eooooooo
Sabe. Tava no karaoke (ah, vá) agora... e cheguei em casa pensando em você. Na verdade, em mim. Como é bom ter um amigo assim como você. Como é bom Aquele Lá ter olhado pra mim e ter pensado "Filhona, já sofreu demais, vai ver como é bom ter um amigo canalha desse jeito" e puf! taí você na minha vida. Você e Ela, lógico.
De como a primeira vez que falei com Ela no telefone a achei chatona, achei que Ela tava rindo de mim (e pelo que eu conheço hoje, devia estar mesmo, rs). Já expliquei pra Ela hoje, é a Litcha, aquela frutinha que parece espinhuda por fora mas é um doce por dentro.
E você é o quê? É meu amigo palhação, é meu amigo sarcástico, é meu amigo "o máximo", é meu irmãozão.
Parabéns, Madeo. E super-obrigada, cara. Você existe. Pra mim, inclusive.
Te amo!
:: 14 de outubro, 2004 ::
e olha que é o seguinte...
...que hoje acordei dodói bem dodói com tanta dor que até chorei um pouco (é, fazia tempo que eu não chorava de dor, mas enfim). E aí sou uma bobona pra dor e procurei os remédios que eu sei que adiantam, e não achava os remédios e comecei a rir e chorar ao mesmo tempo porque sei que esses remédios são caros e eu não ia ter dinheiro para comprá-los. Hoje não.
Mas aí a babá de Chiara chegou e achou os remédios e eu tomei, digo-lhes, tomei-os todos, e aí não há estômago que aguente, vontade de sumir que dá nessas horas. E banho quente e banho frio e aí você não sabe nem seu nome - se é que soube alguma vez, acho que não é meu caso.
*
Acho que vou dormir um pouco. Não podia ficar doentona agora - tem o livro ali gritando meu nome, mas sei lá. A questão é que muita coisa acontece em uma semana só e a gente tenta enfiar goela abaixo e às vezes não cabe, simplesmente. E o corpo reclama. Ah, se reclama.
:: 11 de outubro, 2004 ::
nove anos depois

Before Sunrise (Antes do Amanhecer) é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. E sim, sim, motivos para sorrir, enfim, olhe só: Before Sunset acaba de estrear aqui em SP.
Pra quem não viu (como assim VOCÊ NÂO VIU? VÁ À LOCADORA AGORA!), o primeiro filme contava a história de Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy), um americano e uma francesa que se encontram num trem para Viena. Ele faz a proposta de que ela desça do trem com ele para que fiquem juntos até a manhã do dia seguinte. E ela aceita.
*
Nove anos depois, eles se reencontram, depois daquelas horas que passaram juntos no primeiro filme. Pois então, este reencontro é contado no filme que estreou sexta passada aqui em SP, o Before Sunset (Antes do Anoitecer). Jesse está em Paris, lançando um livro. Celine está no lançamento, no fundo da sala. Eles se reencontram e têm até o pôr-do-sol para se re-conhecerem.
*
Este filme eu não perco, de jeito nenhum. E vou chorar minha alma pra fora, pode escrever. Ah, e visite o site oficial do filme - é lindo, tem postais para montar e mandar, tem o trailer do filme, tem fotos maravilhosas. Vale a pena.
requintes
Hoje o dia foi um pouco mais longo do que o normal e bem mais cruel também. São reeves e sabinos que desabam e tetos de crueldade um pouco mais anônimos que caem sobre a minha cabeça, assim, sem barulho mas com uma força ensurdecedora. Um dia assim não precisa nem ter começo, mas parece que não tem fim, e vem, e palavras cruéis e idiotas e tão tão tão prepotentes que emudecem qualquer tentativa de conciliação - não seria entendida, anyway. E você olha nos olhos da pessoa que se sente tão maior e vê que de grande ali não tem nada. E tenta escutar e entender, mas entender o quê, se não se diz coisa com coisa? De burrice basta o mundo, mas não, a mãe de todas as burrices está ali, jogando insanidades para dentro dos teus ouvidos do outro lado da mesa. E você tem vontade de correr ou de esmurrar, o que vier primeiro, mas a burrice te empedra feito um poder mitológico e você não faz nem uma coisa nem outra. Talvez até babe de tamanho desespero - e o bicho de sete cabeças burras do outro lado da mesa vai achar que é desejo, ou submissão, ou admiração. E é desespero em baba pura e você não pode fazer nada mais do que babar e desejar que o dia acabe logo. Mas o dia não acaba, a noite apenas começa, e é preciso dormir.
Com um barulho destes.
:: 10 de outubro, 2004 ::
Amigos

Ronaldo Rayol e Claudia Telles, ensaiando pro show do dia seguinte.
Quem tem um amigo tem um tesouro.
*
Sou ricona, sabia?
:: 06 de outubro, 2004 ::
aniversário

Poucas pessoas eu amo tanto quanto os librianos da minha vida.
E entre estes, meu pai.
*
\o/ 74 anos!
*
Ô pai, tá na hora de a gente dar aquela voltinha de moto na rua de terra em Ilhabela pra depois subir na árvore de fruta-pão do outro lado da rua, não tá?
*
Pra mim vai ser sempre assim. Andando no teu chinelo de couro, meus pezinhos saindo toda hora, minhas mãozinhas segurando as tuas mãos de leão.
*
Te amo pra sempre.
Tua filha
Ale
Chiarálogo
- Mamis, estou com muita saudade da Catarina.
- É, Chiarinha? E por que não liga pra ela?
- Não dá, mamis. Perdi ela pra sempre...
- Pra sempre?! (assustada)
- Não, mamis, ela não morreu (rindo). Ela só tem quatro anos!
- Criança não morre, é?
- Não, né, mamis? Criança só morre quando enfalece.
:: 05 de outubro, 2004 ::
todo mundo lá!
:: 04 de outubro, 2004 ::
Deserto

"Sempre quis conhecer um deserto", ela disse. E lá estava ela, aquele sol absoluto queimando sua testa, sua boca, suas têmporas.
E eles diziam "Mas tem água, mas tem água", ao que ela respondia "Não sejam tolos, é um deserto. A água fui eu quem trouxe".
*
Sente só. A terra quente por sob os teus pés.
Sente o cheiro da terra queimada, gritando por água. Ouve.
Não dá medo. É bom. E é muito lindo, mais lindo do que qualquer coisa jamais vista - por ti ou por mim. Por nós.
Parece até real, de tão sonho que é.
De tão sonho que é.
:: 02 de outubro, 2004 ::
mezzo alice

Uma coisa assim meio Alice, sabe?
Nos cabelos, acho. Na vida, tô mais pra "Acorda, Alice!". Sem correr atrás de coelhos ou tartarugas, sem tentar passar por portas trancadas.
Quero ouvir rock 'n roll, hoje. Quero dançar e cantar e acabar com o que existe de Alice em mim.
Menos nos cabelos. Pelo menos hoje, não.
:: 01 de outubro, 2004 ::
pedido de ajuda
Seguinte, galera.
Uma amiguinha da Chiara, a Julinha (filha da Soninha Francine - ex-MTV) está com leucemia. Ela tem sete aninhos e é a coisa mais fofa e doce.
Estou pedindo a ajuda de vocês, seja com doações de sangue, seja com preces.
Os dados pra quem quiser doar sangue, aqui em SP:
Julia Terra Saula
- Número do registro é 6107451J (ela está no hospital ITACI, ligado ao Hospital das Clinicas);
- Para marcar uma hora para doação ou para tirar dúvidas, ligue para a Fund. Pró-Sangue: 0800-55-0300.
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Acredito na força dos cavalos. Pocotó, sabe?
Gosto da cor da laranja e do cheiro da baunilha.
Sei que sentimentos têm força, a maior força do mundo.
Não enxergo tudo o que quero, e minha miopia é metáfora disso.
Amo até o fim, sempre, incondicionalmente.
Acho que vou ser feliz, aos poucos.
E nas touradas, sempre, sempre, sempre, torço pelo touro.
*
Feliz daquele que tem cavalos morando no peito.
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