Oggi-In-Poi.jpg
:: 30 de setembro, 2004 ::
São Jerônimo me morda!

carava-saojeronimo1.jpg

E hoje é DIA DOS TRADUTORES.
Parabéns pras tradutoras-blogueiras Tatoca, Dayzoca... e pra mim \o/



:: 29 de setembro, 2004 ::
piadinha

A moça se preparou para ir a um baile na cidadezinha do interior. Chegando lá, um rapaz suarento pede pra dançar com ela e, para não arrumar confusão, ela aceita. Mas o rapaz suava tanto que ela já não suportava mais!
A moça foi se afastando, se afastando... e disse:
-Você sua, hem!!

Ele a puxou e respondeu:
-Tamém vo sê seu, princesa!



nãos e sins

O que eu não aguento mais:
minha tendinite no pulso direito * a reforma do vizinho * meus cachorros que latem com a reforma do vizinho * saudade da Chiara dormindo comigo * essa poltrona que não me ajuda na hora de digitar (ok, voltamos à tendinite) * meu cabelo que demora pra crescer * arquivos "buniiiiitos" em pps " dieta dieta dieta * papinho de eleição * a demora na entrega do meu dvd que está consertando há uns 3 meses * meu mês que demora pra acabar, neste caso setembro, quando meu dinheiro literalmente acabou há dois dias

O que eu tô curtindo à beça:
livros massa para traduzir, yeah! * minhas aulas de alemão com dona Irena * Jamie Oliver que agora além de um tem DOIS programas na GNT * besteirol à beça pra esquecer dos problemas * karaokê religiosamente 3 vezes por semana * amigos novos * amigos antigos * ler ler ler * cachorrinhos cada dia mais divertidos (apesar de latirem pro vizinho barulhento) * abraço e neologismos de Chiara todas as manhãs * novo cd da Cyndi * soulseek * kill bill * filial, na vila madalena * esperar minha super-amiga que está chegando semana que vem * convidar pessoas para churrascos legais aqui em casa - digam sim! digam sim! * tomar sol uma horinha por dia



:: 28 de setembro, 2004 ::
a revolta dos guarda-sóis

E hoje estava deitada no chão da piscina, com Chiara (ela na água, óbvio), quando bateu aquele ventão. E tinha um guarda-sol imensíssimo em cima de uma mesa pesadíssima (daquelas de ferro, trabalhadas) - e ele estava meio aberto. O vento bateu, o guarda-sol voou, "puxou" a mesa e ambos caíram a cinco milímetros... da minha cabeça.
Salva por cinco milímetros, vos digo. Foi dessa vez, não.
Afe...
*



:: 26 de setembro, 2004 ::
Do terraço

lua-oggi2.jpg

Uma nuvem vermelha me acordou hoje da minha soneca às 5 da tarde.
Depois de um dia de muito sol e água doce, acordei e fui lá pra fora. Uma nuvem maravilhosa, vermelho-delícia. E uma lua de brinde.
Ofereço a todos os meus amigos, a todas as pessoas que amo.
Que vocês, vendo essa foto que tirei, sintam ao menos uma tintinha de felicidade que eu senti também.



:: 25 de setembro, 2004 ::
Hey you

Are you awake?
Talvez sim. Sabe, tem tanta coisa pra te dizer agora.
Mas tenho que dormir pelo menos seis horas senão eu não funciono.
Lembra do verbo? Então, é aquele verbo.
Você entenderia se lesse isso aqui. Mas não lê.
Não lê, né?
Pois é, então.
*
Miojo talvez seja a salvação da minha vida nessa hora.
Até amanhã pra vocês.



:: 23 de setembro, 2004 ::
Cinderela ´77

cinderela.jpg
Post dedicado a Soulitcha (porque você hoje me fez rememorar uma coisa que nem 5 anos de análise conseguiram ainda)

Cinderela 77 foi uma telenovela baseada no conto do francês Charles Perrault, que chamou muito a atenção do público da Tv Tupi em 1977 e tinha muitas das características de uma série moderna. Havia o bem e o mal, representados pelas gangues dos Gatos e dos Ratos. Existia um grande amor, jogo de interesses e famílias em choque, mas acima de tudo havia muita fantasia e ingenuidade.

Cinderela 77 tratava-se de um minucioso trabalho de criação prejudicado pela produção barata que a TV Tupi lhe dedicou, mas que tinha no texto e as inventivas a força da novela. As cenas do próximos capítulos nunca eram apresentadas, ao invés disso, a voz do narrador dava alguma desculpa para não apresentá-las. Isso ocorria ou porque os capítulos ainda não estavam prontos ou por outro motivo obscuro, nunca divulgado.

Um dos destaques da novela era a dupla de casal protagonista, interpretada pelos cantores da Jovem Guarda Ronnie Von e Vanusa, mas embora esses nomes tenham sido os protagonistas, o melhor ficou com a Madrasta, interpretada por Elizabeth Hartmann, principalmente em sua incansável perseguição ao pombo Rolando, de estimação de Cinderela. Ricardo Petraglia era o líder dos Ratos, Mário Benvenutti o falastrão Lupércio Baluarte, e Older Cazarré como o Grande Mestre, um andróide infiltrado na corte.

A história que se passava em Campo Dourado, uma cidadezinha rural nos confins do Brasil, mostrava Cinderela (Vanusa), uma moça romântica e infeliz maltratada pela madrasta Catarina (Elizabeth Hartmann) e por suas duas irmãs, Cassandra (Kate Hansen) e Bárbara (Leda Senise). Apaixonada pelo Príncipe Sid Balu (Ronnie Von), filho de Lupércio Baluarte, O Rei Da Abóbora (Mário Benvenutti), a jovem vê a oportunidade de mudar seu destino num baile oferecido pelo rei onde o Príncipe escolherá uma jovem para desposar.

Enquanto o esperado baile não acontece na cidade de Campo Dourado, dois grupos rivais se enfrentam: os Gatos, formados pelos jovens abastados; e os Ratos, formados pelos jovens pobres. O chefe dos Gatos é Sid Balu, que tem como braço direito Pefinho (Ney Santanna), que ambiciona sua posição. Também fazem parte dos Gatos, as meias-irmãs de Cinderela, Cassandra e Samanta. Mesmo sendo namorada de Pefinho, Cassandra deseja Sid Balu, sua fortuna e status.

Cinderela por sua vez está do lado dos Ratos, e é a amada de Anjo (Ricardo Petráglia), o chefe do grupo, que a protege das irmãs e dos Gatos.

Cinderela 77 foi a última novela da dupla de autores Wálter Negrão e Chico de Assis que já haviam escrito Ovelha Negra e Xeque-Mate.

(do site InfanTV)



:: 22 de setembro, 2004 ::
um pouco de insensatez na hora do almoço

aboutjamie.jpg
Jamie Oliver

Oh Lord please don´t let me be misunderstood diz:
eu caso com aquele mestre-cuca inglês
do programa do canal a cabo - vc deve ver aí tb
sabe quem é? o James Oliver?

Lola diz:
aaaaah o James
que negocio aquela lingua presa
tem nocao que ele tem 15 MILHOES DE LIBRAS e ainda eh gato e ainda cozinha????

Oh Lord please don´t let me be misunderstood diz:
aquele sotaque COCKY!!!

Lola diz:
Como assim?
ooooooh

Oh Lord please don´t let me be misunderstood diz:
hhahahaahahaha eu amo amo amo

Lola diz:
to babando aqui jah

Oh Lord please don´t let me be misunderstood diz:
e come com a mão!

Lola diz:
ele cozinhou no casamente dele mesmo!
a noiva tomando champanhe na festa e ele na cozinha fazendo a comida favorita dela

Oh Lord please don´t let me be misunderstood diz:
e sabe que ele tem um restaurante e só emprega gente com problemas?
e chama a mulher dele de Giulietta
awwwwwwnnnnn (babando aqui tb)

Lola diz:
um negocio ele
e quando ele desce a escada sentado no corrimao?

Oh Lord please don´t let me be misunderstood diz:
ainnnnnnnnn e quando ele abre a cerveja e dá um gole e limpa com a manga?

(insensatez mode off)



:: 21 de setembro, 2004 ::
pérolas de Chiara

Mami, eu quero uma Barbie Bebéia.
Pensei, pensei, mas não consegui entender que Barbie era essa. O apelido da Chiarella, pra minha mãe, é "Bebéia", então pensei estar relacionado a isso, ela devia ter fantasiado.
Chegamos à loja de brinquedos. Ela pegou uma Barbie, e veio correndo em minha direção: Mami, essa é a Barbie Bebéia, que eu quero!
*
Na caixa, estava escrito: Barbie, a Princesa e a Plebéia.





Podia nem ser eu.
Podia ter errado o alvo, sabe, assim de olhos fechados como ele tão é, sempre foi, o cego-crente-ignóbil que vai atirando e atirando e se sente tão forte com aquele arco-e-flecha na mão. Ele já se sente um ciclope - mas ha, ele não tem olhos. Ha, ele não os tem.
Podia nem ser eu, mas veja só, ow, a catapulta alugada pelo moleque-tatibitati funciona mesmo - e ele não vê nada, visto que ha, nem olhos ele tem, mas ouve o gemido. E acha que acertou.

tempest.jpg

Podia não ter sido, mas foi.
E estou aqui, de olhos bem abertos, esperando a próxima tacada. Que talvez seja minha, e é bem provável que seja. A minha.
Abaixem-se, portanto. Abaixem-se todos. E vistam sua melhor roupa. É dia de festa.



:: 18 de setembro, 2004 ::
noite noitíssima

Não sei que horas são. Digo devem ser porque não sei, não tenho relógio mais. O meu quebrou, e eu considerei isso um sinal. Um sinal bom. Talvez não tenha sido.
E aí saí hoje, mas nada foi muuuuito bom. Depois fui sozinha jantar. O garçom perguntou "Está sozinha?", e deu uma risada. Uma risada escondida. Eu perguntei "Sim, qual o problema?", e ele saiu de perto.
Confirmei, mais uma vez, minha teoria. Meninos olham de longe, meninas me censuram de longe. Não sei o porquê, não sei de nada, mas estou cansada demais para especular. Por que cazzo os meninos não vêm, simplesmente, e se sentam na mesa e falam comigo? Por que cazzo as meninas não vêm, simplesmente, e dizem o que querem dizer, e vão embora? Por que essa distância, então? Não sei. Me deixe comer meu sanduíche em paz.
E estou em casa, já. Triste, alegre, tanto faz. Nesta hora da noite, tanto faz mesmo.
Vontade de abrir a janela e soltar um berro. Vontade de colocar uma música bem alta e dançar até os primeiros raios da manhã.
Mas não. A síndica já não gosta de mim. Uma coisa a mais... e não sei o que acontece.
Vamos lançar a campanha Arranje um Namorado pra Lelê? Sim, vamos? Soulitcha, faz o banner? Vamos divulgar? Descarto casados, burros e baixinhos. Do mais, o mesmo. Ou seja, analisemos. Preciso de um namorado legal. Eu sou carinhosa, adoro making love, conversar, ver filmes, brincar com bichos. Inteligente, alta, loira, feliz. Interessados favor entrar em contato.
Vamos ver, de uma vez por todas, se essa internet serve pra alguma coisa.
Oras.



:: 17 de setembro, 2004 ::
Que maravilha...

Aí um dia eu recebi um comentário muito lindo, em um post aqui. Era da Polly. Ela dizia que o que eu tinha escrito parecia ter sido escrito por ela. Aí eu passei lá e vi que o que ela tinha escrito parecia ter sido escrito por mim, naquele dia também. E aí viramos amigas.
Pois bem. Um outro dia, ela me escreveu um email, perguntando se eu queria escrever em um site chamado Ponto Gemini, me convidando para ir lá conhecer. Haha, eu já conhecia e já gostava muito!
E hoje meu texto foi publicado lá. Convido vocês a irem para conferir... E deixar comentários, for sure.



:: 15 de setembro, 2004 ::

lele.jpg

Acho que ontem senti muita raiva, mesmo. Depois de ter me divertido tanto a noite toda, com gente muito legal e divertida, depois de ter conhecido tanta gente bem-disposta e bonita, gente feliz e gentil, e cantar junto e dançar junto e tudo o mais.
Então é isso, a raiva me colocou talvez no caminho que eu estava procurando, sabe? O caminho do meu nome. Acho que descobri a primeira letra, já. Ainda não tenho certeza. Mas já é um alento.
*
At last the rainy days are over and life is like a song...



:: 13 de setembro, 2004 ::

Saber ■ verbo
transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo
1 conhecer, ser ou estar informado; ter conhecimento de
2 ter gosto de, lembrar o sabor de; ter sabor, ser sápido

Eu não me sei.
Das coisas que sei, essa é uma delas.
Nunca me soube, aliás.
Julgava saber, mas fato é que
Eu não me sei.

folha.jpg


As coisas que me vêm também não me sabem -
Ou então não me viriam.
Porque chegam e eu as amalgamo, imediatamente,
Ou então as mastigo e cuspo, sem olhar para trás.
As coisas que me vêm, certamente,
Não me sabem.

E minha solução é este mistério de olhar pra frente, sempre,
Esperando algo que saiba a água, a muita água e muita pedra
Algo que saiba a mim.
Algo que saiba - estritamente - a mim.



:: 09 de setembro, 2004 ::

show-sesc-ale.jpg
Claudia Telles, em seu show no SESC Pompéia, dia 8 de setembro. Foto: eu mesma :-))

A maior cantora do Brasil. Só posso falar isso, depois de ter assistido ao seu show. Absurdo.

Update: Enfim, restabelecida. Ou semi.
Fui pegar Claudinha no aeroporto, ontem. Quase que ela não chega, por uma sacanagem qualquer dentro de tantas da Vasp. Mas chegou, e estava lá, linda, me procurando. Conheci Claudinha e seu superviolonista Marcelo Lessa, além da gracinha Raquel e sua filha Paula.
Fomos pro Sesc, uma delícia de tarde, muitos velhinhos dançando enquanto Claudinha cantava - até eu dancei com um deles, o sr. Jessé. Um fofo, que no fim do "baile" veio me agradecer (a mim e a um rapaz com quem eu estava convensando) pela companhia na dança. A sabedoria da velhice!
Depois fui levá-los de volta pro aeroporto, mas não sem antes parar no Piratininga, pra Claudinha e pro Marcelo conhecerem a delícia do chope e da música de lá.
Já estou com saudades da voz dela - no próximo show estarei lá, mas sem dúvida. É a melhor voz na música, atualmente, na minha opinião.




:: 06 de setembro, 2004 ::
tanto mar, tanto mar

Tanto mar que os olhos ainda enchem d´água. Porque nos sonhos sonhados à noite as perguntas ainda existem, e são tão claras as respostas.
Mas nos sonhos vividos de dia já está tudo resolvido. A resposta é sempre não.
O valor dos dois tipos de sonhos pra mim é igual, ou quase. Tendo a valorizar o primeiro, em detrimento da fugaz realidade do segundo. O primeiro pra mim é mais perene, é mais real. É mais constante.
Porque acredito, sim. Eu acredito no sim. Mas hoje só é possível acreditar no sim enquanto durmo, enquanto sonho.
*
O que me resta agora além de navegar, navegar?



:: 03 de setembro, 2004 ::
Emptiness

Estar vazia não é ser vazia; pelo contrário. Pessoas vazias geralmente estão com a vida tão cheia de coisas e gentes e medos e alegrias e tudo, para não terem que se olhar no espelho, para não terem que se sentir.
Estou vazia sim, mas não o sou. Não sou completa, entretanto, e acho que nunca o serei.
Estou vazia porque nunca estive, e então resolvi estar. Fui deixando as coisas pra trás, o guarda-chuva pendurado na escada do shopping Villa Lobos foi apenas o começo. Depois, fui largando os olhares aqui, deixando os "eles" ali, soltando as mãos.
Caminho agora ainda meio trôpega, ainda um pouco sôfrega, ainda não muito sólida.
Mas caminho. Caminho sozinha, caminho vazia.
Estou vazia, me desafiando, me confrontando.
Para poder não ser vazia nunca mais.



Acredito na força dos cavalos. Pocotó, sabe? Gosto da cor da laranja e do cheiro da baunilha. Sei que sentimentos têm força, a maior força do mundo. Não enxergo tudo o que quero, e minha miopia é metáfora disso. Amo até o fim, sempre, incondicionalmente. Acho que vou ser feliz, aos poucos. E nas touradas, sempre, sempre, sempre, torço pelo touro.
*
Feliz daquele que tem cavalos morando no peito.

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