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:: 28 de julho, 2004 ::
proposta
Olha só. E tenho esperança de que o envelope em branco vai chegar às tuas mãos, vai chegar, você ali, na outra praia, do outro lado, num barco, rindo e tomando sol, ouvindo música alto e olhando as pernas que passam. Mas você vai olhar a garrafa e as iniciais do seu nome vão estar lá, escritas em vermelho, como estão já aqui dentro do meu peito, a pata do bicho em alto relevo, aqui dentro, na garrafa, meia de mim, ali. Em água e sal. Você sabe meu nome. Você até sabe falar meu sobrenome.
:: 27 de julho, 2004 ::
AH
Ah e por favor pare de dizer que me entende se não entende. troca de bichos
Porque os cavalos que estavam aqui pocotó foram enxotados por estes gatos imensos que arranham o peito por dentro. E sangro e tusso e dôo, e não enxoto os gatos porque os ratos mortos ali de dentro lhes são atraentes. Porque eu queria escrever coisas engraçadas mas não dá. Dá mas não quero, agora, porque não sou. Não sou coisas engraçadas agora, não serei por algum tempo.
:: 25 de julho, 2004 ::
futuro
(post sem acentos - meu teclado quebrou) Nao me sinto mais apta a falar de voce, meu futuro, E sem me doer e em me doar imagino-me mais eu Meu futuro eu nao sei bem se existe.
:: 23 de julho, 2004 ::
sobre
Um cansaço imenso. Parece que carreguei três elefantes roxos até o circo, nas costas, e voltei com elefoas brancas.
:: 22 de julho, 2004 ::
descasca...
E minha pele, agora, que queima, aqui, bem na bochecha esquerda. Arde, está áspera, tal uma queimadura, mesmo.
:: 20 de julho, 2004 ::
Bobin
«Je suis fou de pureté. Je suis fou de cette pureté qui n'a rien à voir avec une morale, qui est la vie dans son atome élémentaire, le fait simple et pauvre d'être pour chacun au bord des eaux de sa mort noire et d'y attendre seul, infiniment seul, éternellement seul. La pureté est la matière la plus répandue sur la terre. Elle est comme un chien. Chaque fois que nous ne nous reposons sur rien que sur notre coeur vide, elle revient s'asseoir à nos pieds, nous tenir compagnie.» «Ce n'est pas un journal que je tiens, c'est un feu que j'allume dans le noir. Ce n'est pas un feu que j'allume dans le noir, c'est un animal que je nourris. Ce n'est pas un animal que je nourris, c'est le sang que j'écoute à mes tempes, comme il bat - un volet ensauvagé contre le mur d'une petite maison.» «Tu dis n'importe quoi, c'est tellement agréable, d'ailleurs n'importe quoi, ce n'est jamais n'importe quoi : tu es là, tu passes d'une chambre à l'autre, tu parles toute seule, et voilà ce que tu entends lorsque tu parles toute seule, de la chambre rouge à la chambre jaune, dans le passage : hier, j'étais heureuse. Aujourd'hui je suis amoureuse, et ce n'est pas pareil. Et c'est même tout le contraire.» Christian Bobin. à beça
À beça. Sabe? À beça. Vivo à beça. E sabe, quando eu acordo eu penso, "wow, ainda respiro".
:: 19 de julho, 2004 ::
Oggi in Poi
Não sou vítima de nada. Muito menos mártir.
:: 11 de julho, 2004 ::
morte
O que quer uma mulher? Um homem que cuide dela. Cuide, cuidar, do latim cogitare, ah, você devia saber. Ter cuidado, tratar, considerar. |
Acredito na força dos cavalos. Pocotó, sabe?
Gosto da cor da laranja e do cheiro da baunilha.
Sei que sentimentos têm força, a maior força do mundo.
Não enxergo tudo o que quero, e minha miopia é metáfora disso.
Amo até o fim, sempre, incondicionalmente.
Acho que vou ser feliz, aos poucos.
E nas touradas, sempre, sempre, sempre, torço pelo touro.
* Feliz daquele que tem cavalos morando no peito. .::Visitantes OnLine::.
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